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MP aponta lockdown obrigatório em MT e ameaça processar municípios

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O Ministério Público do Estado destacou nesta sexta-feira (26), que os municípios têm o dever de seguir as determinações do  decreto editado nesta quinta-feira (25) pelo governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), determinando medidas a serem adotadas pelos municípios de acordo com a classificação de risco de contágio do coronavírus e reforça que irá fiscalziar o cumprimento, e se necessário, cobrar a aplicação das ações indicadas pelo governo.

Conforme o Ministério Público, o decreto destaca a expressão  “os municípios devem”, o que deixa evidente o caráter impositivo da norma, portanto em caso de descumprimento, podem ser processados. Ao todo, hpa 50 municípios classificados como sendo de alto risco de contário para o coronavírus, inclusive Cuiabá e Várzea Grande.  Nas cidades de classificação de risco muito alta, há determinação de quarentena obrigatória coletiva por no mínimo dez dias.

 “No meio de tantas dúvidas, temos uma certeza: quanto maior for a colaboração da população, mais rápido superaremos este momento. Não adianta a imposição de sacrifício a vários setores se a população não se conscientizar e cada um fazer sua parte”, cobrou o procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira.

Segundo o procurador-geral, desde o início da pandemia o Ministério Público tem acompanhado com preocupação a questão epidemiológica em Mato Grosso e o recente agravamento da situação.

“Especulou-se muito sobre uma medida por parte da instituição, entretanto, antes de nos posicionarmos, optamos por ouvir profissionais de saúde, setores organizados da indústria, comércio e prestação de serviço. Compreendemos e lamentamos a dificuldade da situação, há desespero de muitos na interrupção de suas atividades e na possibilidade real de diminuição de empregos. De outro lado, temos o exaurimento dos profissionais de saúde diante da lotação do sistema hospitalar de atendimento e do baixo estoque de alguns medicamentos e oxigênio”.

 José Antônio Borges Pereira enfatizou que o Ministério Público não faz opção entre vida e economia, mas deseja preservar as vidas a fim de que se possibilite uma retomada saudável da atividade econômica.

“Sabemos das dificuldades do empresário, do comerciante, do prestador de serviços, da pessoa que procura emprego, mas precisamos neste momento de união e maior isolamento social a fim de que haja uma diminuição da curva de contaminação para continuarmos produzindo e gerando empregos e renda, tão necessários neste momento”.

 Esclareceu , também, que não cabe ao Ministério Público definir as medidas necessárias para conter o avanço da pandemia.

“Somos totalmente conscientes de nosso papel, que é cobrar do gestor a adoção dessas medidas, baseadas em critérios técnicos. Também devemos analisar a razoabilidade ou não delas”, afirmou.