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Bolsonaro diz que doará sobra de campanha para hospital de Juiz de Fora; TSE não permite

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O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou nesta terça-feira (30) que vai doar as sobras de campanha de sua eleição para a Santa Casa de Misericórida de Juiz de Fora (MG), onde foi atendido após ser esfaqueado em 6 de setembro.

 

Na postagem, Bolsonaro afirmou que sua campanha custou cerca de R$ 1,5 milhão. Ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entretanto, ele declarou ter gasto R$ 2,5 milhões, segundo informava o site da Corte às 13h desta terça-feira.

 

A arrecadação com doações de pessoas físicas, por sua vez, chegou a R$ 4 milhões – somadas as doações via financiamento coletivo (vaquinhas) e outras, feitas diretamente à campanha ou pelo PSL.

 

Os valores declarados ao TSE, entretanto, podem mudar, pois os candidatos disputaram o 2º turno podem fazer a prestação de contas até o dia 17 de novembro.

 

Ocorre que a legislação proíbe esse tipo de repasse desejado por Bolsonaro.

 

O TSE informou que "a legislação eleitoral não permite a doação, uma vez que as sobras de campanha devem retornar ao partido e o comprovante de transferência deve ser enviado junto com a prestação de contas à Justiça Eleitoral".

 

A Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora diz que tomou conhecimento da intenção de Bolsonaro pelas redes sociais, mas não foi comunicada oficialmente.

 

Um boato já havia circulado pelo Facebook, informando que o dinheiro fora recebido pela instituição de saúde, no entanto, o hospital desmentiu a informação.

 

Atentado a Bolsonaro

Bolsonaro foi esfaqueado durante um ato de campanha em Juiz de Fora no dia 6 de setembro, e socorrido para a Santa Casa de Misericórida, onde foi operado pela primeira vez.

 

No dia seguinte, o então candidato do PSL foi transferido para o Hospital Albert Einstein, onde passou por nova cirurgia e ficou internado por 22 dias, até a alta, em 29 de setembro.

 

O autor do atentado, Adélio Bispo de Oliveira, foi preso e, segundo a polícia, agiu sozinho.