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Agente Mirim; Projeto desenvolvido em Campo Novo do Parecis que afasta menores do crime deve se expandir para todo o Estado

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As ações sociais realizadas pelo ‘Agente Mirim (Agem)’, tem contribuído com a mudança comportamental de jovens e promovido a união entre as famílias do município de Campo Novo do Parecis (404 km de Cuiabá).  Apoiador do projeto, o deputado estadual eleito pelo PROS, João Batista, pretende expandir a iniciativa para outras cidades de Mato Grosso.

 

O Agem desenvolve um trabalho de voluntariado, que auxilia crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, através de ensinamentos morais sobre: cidadania, patriotismo, hierarquia, disciplina e conhecimentos cívicos, com isso, os menores tem se distanciado do envolvimento com drogas entre outras práticas criminosas.

 

“A equipe de profissionais do Agente Mirim, auxilia na prevenção e repressão ao uso de drogas de meninos e meninas, mantendo-os assim, longe da criminalidade, no legislativo vou lutar para implantar projetos como este em outras cidades do estado”, enfatiza Batista.

 

De acordo com os resultados de um questionário de percepção respondido pelos pais, referente aos filhos formandos de 2017, os dados apontam que 61% dos adolescentes melhorou sua agitação; 64% teve mais responsabilidade com compromissos; mais de 70 % melhoram o relacionamento em casa (pais, irmãos, parentes), na escola e com amigos. No demonstrativo constam relatos de cinco jovens que deixaram de usar drogas, sendo que um deles foi encaminhado ao processo de reabilitação voluntariamente e 31 de 32 alunos, segundo o relato dos pais, deixaram de andar com más influências.

 

Batista avalia que essas ações educacionais conscientizam os alunos que passam a transmitir o conhecimento adquirido, para os demais no âmbito social. “O Agente Mirim, além de capacitar crianças e adolescentes, os incentiva a multiplicar essa consciência evitando que eles sejam conquistados  pelo mundo do crime”, pontua.

 

Criado em 2016 e com três anos de funcionamento, o Agem conta com 285 inscritos, com idade entre 08 e 17 anos. O trabalho é desenvolvido por agentes penitenciários em parceria com outros profissionais voluntários, o objetivo é fortalecer a conjunção familiar e promover o desenvolvimento das potencialidades intelectuais, sociais e profissionais dos assistidos.

 

Toda a metodologia desenvolvida com os alunos segue atividades elaboradas pelos agentes e as instruções são adaptadas para o público infantil. Aulas, palestras e oficinas temáticas são desenvolvidas com a colaboração e participação do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselhos de Direito, Cadeia Pública, Policia Militar, Policia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros, entre outros.

 

Após o período de instrução anual, os alunos que se formam no curso, tem a oportunidade de viajar e conhecer a capital Cuiabá, em uma mistura de aprendizados e entretenimentos culturais, visitam lugares como: Zoológico, Exército Brasileiro, Gerência de Operações Especiais da Policia Civil (GOE), Setor de Operações Penitenciárias Especializadas (SOE), Batalhão de Operações Policiais Especiais da Policia Militar (BOPE), Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER), Corpo de Bombeiros, Shopping e Arena Pantanal.

 

O delegado titular do GOE, Ramiro Mathias Ribeiro Queiróz enaltece o trabalho realizado com os agentes mirins. “Trabalhos como este ajudam na formação do caráter destas crianças, somam ao conceito de educação moral, auxilia de forma significativa no contexto social e esses aprendizados contribuem para que no futuro, eles sejam cidadãos de bem”, frisou.

 

“Fiquei impressionado com o conhecimento que esses jovens possuem em diversas áreas, estou admirado com o interesse e a disposição deles em aprender, estou muito feliz e satisfeito com o resultado desse projeto que eu não conhecia, mas falo em nome do corpo de bombeiros, que as portas desta instituição estarão sempre abertas para eles”, ressaltou com entusiasmo, o sargento Wagner do Corpo de Bombeiros Militar.

 

Devido as instruções e treinamentos que recebem, muitos adolescentes sonham em seguir a carreira militar. “Mudei completamente meu jeito depois do projeto, eu andava com más companhias, brigava na rua, hoje eu respeito os mais velhos ajudo nos serviços de casa, pretendo me alistar e seguir carreira dentro do exército”, conta o aluno Kennedy Anderson, 17 anos.

 

Brisnis Tayni, 15 anos, diz que está no projeto há 03 anos conta orgulhosa que subiu de cargo, passando de xerife para monitora, fala ainda que a comunicação era sua maior dificuldade. “Eu era muito fechada e retraída, eu não conseguia me expressar e me comunicar, hoje minha disciplina e personalidade mudou e dou graças ao projeto, não decidi ainda o que eu quero ser no futuro, mas a área que desperta minha atenção é a carreira policial”, explica.

 

Para Maricleia Monteiro, o projeto mudou a vida de seus filhos e fortaleceu laços de união entre a família. “Conheci o projeto em um momento muito difícil da minha vida, meu filho tentou se matar duas vezes, foi diagnosticado com esquizofrenia, um tipo de transtorno bipolar, o projeto melhorou a vida do meu filho em cem por cento, hoje ele é um menino alegre, tem vontade de viver, é feliz e desinibido, eu não tenho nem palavras para agradecer tudo o que o projeto fez na nossa vida, transformou e uniu ainda mais minha família”, conta a mãe de Caio, Maricleia Monteiro.

 

“Precisamos de recursos para manter o projeto ativo e ajudar cada dia mais crianças, somos todos voluntários e toda ajuda é bem vinda e com um deputado estadual, lutando por nós na Assembleia Legislativa, minha expectativa agora, é que o projeto cresça”, finalizou o Agente Penitenciário coordenador do Agem, Fábio Aguiar.

 

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