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Julgamento de pai que matou filho em Campo Novo será no próximo dia 24 E-mail
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Escrito por Da Redação on Qua, 19 de Junho de 2013 08:19   

 

O Tribunal do Júri da Comarca de Campo Novo do Parecis julgará o acusado de homicídio, Rosenildo Prado, no próximo dia 24 de junho, (segunda-feira), às 13:00 horas, em julgamento que será aberto ao público e será realizado no plenário do Tribunal do Júri desta Comarca.

 

 

 

Ele é acusado de matar com 12 golpes de canivete o próprio filho, o bebê T. S. P., de 1 ano e 2 meses, no primeiro dia do ano de 2012, em um crime que chocou a cidade e teve repercussão nacional.

 

 

De acordo com o promotor Luiz Augusto Ferres Schimith, autor da denúncia criminal na época, Rosenildo Prado cometeu o assassinato por motivo torpe e não deu chances de defesa para a vítima. Além disso, o promotor considerou que o acusado ameaçou a mãe da criança, a dona de casa R. L. S., e também agrediu um policial militar do município que tentou evitar o crime.

 

 

Se condenado, o acusado pode pegar mais de 30 anos de prisão, dependendo do julgamento dos jurados, onde caberá a Juíza de Direito, Drª. Lidiane de Almeida Anastácio Pampado, apenas presidir o julgamento, estabelecendo a ordem dos trabalhos e aplicar a pena, conforme a votação dos quesitos pelos jurados.

 

 

O crime

 

O crime aconteceu no dia 1º de janeiro do ano de 2012 na casa onde Rosenildo Prado morava com a mulher, R. L. S., e com o filho assassinado, T. S. P..

 

 

O atendimento da ocorrência que mobilizou as polícias Militar e Civil iniciou às 19 horas e finalizou por volta das 21 horas, com a prisão de Rosenildo Prado, que mantinha refém dois filhos, um de 10 anos e o bebê, dentro da residência da família. Antes, o acusado havia tentado contra a vida da mãe das crianças, R.L.S, que conseguiu escapar de Rosenildo e chamar à polícia.

 

 

De acordo com a polícia, o acusado estava extremamente alterado e aparentava estar sob efeito de álcool.

 

 

Após a chegada dos policiais, o acusado liberou o filho mais velho e exigia a presença da mulher para entregar o menino, T. S. P., de pouco mais de 1 ano. Depois de muita negociação, os policiais permitiram que a mãe das crianças fosse conversar com o pai. Ela se aproximou da porta da casa, tentou conversar com o marido, mas em seguida saiu em desespero.

 

 

De acordo com o escrivão Juliano Peterson da Silva, o local estava muito escuro e chovia bastante, sendo preciso ligar os faróis de uma viatura para iluminar a área. O investigador informou que, com a saída da mãe, ele e um policial militar se posicionaram na porta, que tinha um buraco de 50 centímetros, para negociar com Rosenildo. Pela abertura da porta contataram que o bebê já estava sem vida. A criança era segurada pelo calcanhar.

 

 

O policial contou ainda que antes de ser preso, Rosenildo pedia para ser morto. “Disse que não iria atirar e pedimos para ele se entregar”, disse o escrivão.

 

 

O preso alegou que não se lembrava de nada. Rosenildo está recolhido na Cadeia Pública do município, aguardando julgamento.

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